Fotografia submersa extraordinária por Benjamin Von Wong

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O canadense Benjamin Von Wong  não é do tipo convencional MESMO. Depois de explorar a temática do elemento “fogo” em suas produções, agora era a vez de convocar 7 mergulhadores e um time de modelos top e viajar para a costa de Bali. O resultado é uma série de imagens de tirar o fôlego retratando modelos submersas, contracenando com um navio naufragado há mais de 50 anos.

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O desafio não foi pequeno. Todos os envolvidos precisavam, além de muito foco e profissionalismo, de licença de mergulho para participar da produção das fotografias, além de várias outras precauções de segurança. O figurino que foi permanentemente danificado com a água do mar, foi doado por um designer parceiro.

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A sofisticação dos cliques e a beleza das imagens com certeza compensaram todos esses riscos e sacrifícios. Von Wong é um fotógrafo cada vez mais reconhecido e conceituado por seu estilo visionário e sua incapacidade de se acomodar com o convencional.

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Assista o vídeo abaixo e entenda:

Quem aí nunca sonhou em ser uma sereia na vida real? Essas fotografias dão aquela vontadezinha de sair nadando lindas por aí, não dá? hehe

Eu milito, tu militas

Das coisas que mais me envergonho quando olho pra trás, a pior com certeza são as concepções absurdas que eu tinha sobre o “papel” de cada grupo de pessoas na sociedade, e seus direitos e deveres. Não que eu tenha culpa, desde pequena fui criada pra amar e tolerar, e apesar de uma ou outra babaquice que vi e ouvi de perto nos meus núcleos mais próximos, tive a sorte de estar rodeada e ser criada por pessoas muito justas e tolerantes (o que não passa de obrigação de todos nós, diga-se de passagem). Mas ainda assim, somos parte de um contexto, e não fui abençoada com uma mente brilhante, capaz de relevar tudo que eu percebia ao meu redor e compreender por conta própria o quanto é fundamental e urgente a adoção da igualdade plena. feminismo

Opressora oprimida x oprimida opressora

Em especial no que diz respeito a assuntos de gênero ou orientação sexual, eu não compreendi até poucos anos atrás a dimensão dos termos “respeito” e  “igualdade de direitos”, pela qual se deve lutar sem restrições, sem poréns. Sempre condenei e lutei contra a homofobia com paixão, não me entendam mal. Provavelmente foi a primeira bandeira que levantei, desde muito nova, e continuo firme na luta. Mas me declaro culpada de ter defendido posições completamente absurdas que classificavam transexuais como pessoas indignas de respeito, e que “ah, mas casamento gay já é demais, né gente?”. Confesso que (deus me livre) julgava a promiscuidade feminina, a coragem feminina, as lutas femininas por liberdade. E as lutadoras, militantes da causa eu tinha o péssimo hábito de classificar como “gente à toa tentando chamar a atenção”. E devo ter falado alguma vez que isso é “falta de homem”. 

eu devo tanto à marcha das vadias por abrir meus olhos pra minha própria opressão <3 :')

eu devo tanto à marcha das vadias por abrir meus olhos pra minha própria opressão

Tudo errado. A menina mente-aberta (termo besta) e tolerante que eu acreditava ser, e que pra época provavelmente eu era, não passava de uma preconceituosa enrustida. Dói lembrar disso, mas tenho o resto da vida pra me redimir. Não acho que o tempo me fez desenvolver o caráter perfeito e tenho consciência de que militar por causas nobre e urgentes é parte do espírito do nosso tempo. A moçada que vai fundo pra exterminar a crueldade com animais, o pessoal engajado em política que manifesta pelo fim da corrupção, os defensores do meio ambiente (que eu tinha o hábito ridículo de chamar de ecochatos ¬¬ ) que não se calam e lutam dia após dia por mais respeito ao nosso planeta… natalia 070_ed

Abre essa boca

Estamos todos com o megafone pendurado no pescoço, atentos, vigilantes, atuando na medida do possível, dando o melhor de nós mesmos, e comigo não é diferente. E esse (bendito) megafone todo mundo sabe qual é. A popularização da internet foi o que nos deu a capacidade de unir forças a favor das coisas necessárias e, insisto, urgentes. Então sou mais uma militante respondendo a essa ânsia, essa urgência, de usar os instrumentos à mão pra lutar pelo que se acredita. Não me tornei uma pessoa melhor, não, mas tenho vivido. E artigos foram lidos, posts foram compartilhados, fichas foram caídas e hoje eu enxergo bem melhor. E abraço minhas causas com a força que elas merecem, não me calo, e milito MESMO. Da forma que estiver ao meu alcance.

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O útil, o agradável e o urgente

Chega de empatia seletiva

Em todo esse processo, o que ficou claro pra mim e é o que tento sempre passar adiante nos bate-papos bacanas que tenho tido recentemente é (segura que lá vem clichê): a liberdade de ser precisa ser completa, ou ela não tem valor. Completa, total e plena. Se você se apegar a algum estigma social pra discriminar ou segregar qualquer grupo, se você colocar um “mas” no fim da sua frase, repense. Não tem essa de “mulher tem mesmo que ser guerreira, lutar pelo que quer. Mas precisa ser feminina!” Não precisa não. Ponto final. Ou ainda “claro que não tenho problemas com homossexuais, mas travesti…”. Lembre-se que preconceito não é opinião, é crime. Igual atropelar um pedestre não é direito de ir e vir (é crime também). Repense e respeite, e abrace a igualdade plena, mesmo se ela te tirar da sua zona de conforto ou se mudar os planos que você tinha pra humanidade. Porque essa é uma obrigação sua, nossa, tão forte quanto o nosso direito de ser .

Leitura sugerida: Uma carta aberta às pessoas privilegiadas.

* Imagens: Pashion

Diggie Vitt e o projeto 365

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Já citei algumas fotógrafas e designers surrealistas que gosto muito e que me inspiram, então tá na hora de falar de um menino. O Diggie Vitt faz um trabalho maravilhoso, super intenso e com aquela atmosfera misteriosa que a gente ama, sempre em cenários incríveis.

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O fotógrafo passou um ano viajando pelos Estados Unidos, clicando e manipulando suas capturas, e essa jornada lhe rendeu o projeto 365, que você confere abaixo em algumas imagens.

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As fotos delicadamente intensas de Arlette Conde

Apenas 19 anos de idade e senso estético impecável somado a uma técnica apurada.  Arlette Chiara Sivizaca Conde expressa em seus retratos as dimensões humanas inesgotáveis, mais especificamente em figuras femininas. Cada imagem é uma história, um mistério.

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Postura e contexto dramáticos e por vezes surreais provocam e desafiam. E com tantas questões feministas, ou assuntos relacionados à igualdade de gênero em pauta atualmente (finalmente), atribuir a cada fotografia um contexto pode ser um exercício social interessante. A real narrativa de cada uma delas, no entanto, só a jovem fotógrafa conhece.

Auto-retrato por Arlette Conde

Auto-retrato por Arlette Conde

“Estou tentando mostrar as pessoas do mundo por outras perspectivas e só consigo fazer isso através de minha fotografia. Pode-se dizer que meu amor pela fotografia existe porque minha alegria na vida inspira seres-humanos.” – Arlette Chiara Sivizaca Conde

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Cada fotógrafa foda que a gente encontra por aí, né?! Não deixa de dar uma olhada nas fotos incríveis da Tamara aqui e da Katerina aqui. JURO que vale a pena! =)